Ao que parece, o Legislativo de Mogi das Cruzes está acompanhando o "cabo de guerra" criado entre as empresas de transporte por aplicativos e a prefeitura da cidade. A reportagem ouviu alguns vereadores que, de modo geral, afirmaram que o serviço prestado pela Uber e 99, por exemplo, é inevitável e que a reunião entre representantes de uma dessas empresas com a administração municipal, agendada para a próxima terça-feira, pode ser o começo da solução desse atrito criado.
A realização do encontro entre as partes, em que a 99 deve fazer exigências à prefeitura para que ela se regularize no município, foi adiantado em matéria publicada nesta semana pelo Grupo Mogi News.
Quem falou sobre as grandes proporções que o transporte individual por aplicativo atingiram, foi o vereador Diego Amorim Martins (MDB), o Diegão. Para ele, o embate com essas empresas é parecido com o que ocorria no passado com as lotações. "Pela força das redes sociais, esse serviço é indispensável, tanto para os motoristas que, muitas vezes, estão desempregados, quanto para a cidade, com geração de renda". O parlamentar ainda ressaltou que a população não pode sair prejudicada dessa confusão.
Rodrigo Valverde (PT) confirmou a afirmação do colega de plenário de que a população não pode perder o benefício do serviço. Porém, destacou que a prefeitura cometeu vários equívocos quando foi feito o projeto de lei, como a falta de comunicação - muito embora, tenham havido reuniões com representantes dos taxistas e dos transportes por aplicativo antes da aprovação. "Fazer uma lei regulamentando uma atividade comercial sem conversar com vários representantes dos motoristas e sem conversar com as empresas é um erro grave", opinou o parlamentar.
Em contrapartida, o presidente da Comissão Permanente da Câmara de Mogi, o parlamentar Jean Lopes (PCdoB), acredita que houve diálogo suficiente para a construção da lei e completou que essa reunião entre empresa e prefeitura, "já é um bom sinal" para o entendimento. "A situação estava meio "solta" e o transporte por aplicativo é um setor importante, que traz renda ao município. Vamos ver se com a reunião (de terça-feira), as partes se abrem mais para o diálogo". Lopes não poupou críticas à Uber que, na opinião dele, não se importa com a cidade. "A Uber não se manifestou até agora e não quer saber, por ser uma empresa internacional faz o que bem entende, não só em Mogi. Estão pouco se lixando".
O presidente da câmara, vereador Rinaldo Sadao Sakai (PR), relembrou dos esforços feitos pela câmara para que o projeto de regulamentação do serviço fosse aprovado no plenário. Para ele, a Prefeitura de Mogi das Cruzes não quer fazer um impedimento da prática do serviço na cidade, mas sim, regularizar o serviço.
*Texto supervisionado pelo editor.