Nas últimas semanas, o conceito de flexibilização das medidas restritivas impostas há mais de um mês para conter o avanço do novo coronavírus amadureceu e ganhou força entre a população e líderes políticos.
O retorno, mesmo que gradual, do comércio, seria o alívio em tempos de pandemia em que o prejuízo aumenta diariamente. Para as empresas produtoras, a flexibilização das medidas restritivas representa a volta, ainda que de forma lenta, do movimento natural da economia baseado no consumo interno.
Ainda não há uma forma pré-determinada de qual o modelo potencialmente mais eficaz ao retorno gradual da economia. E é nesta questão que chefes dos Executivos do Alto Tietê se debruçam atualmente: qual a dose ideal entre a liberação e a manutenção da restrição deve ser aplicada nas próximas semanas?
A resposta para esta indagação, entretanto, não é ofertada por quem mais deveria estar preocupado com o vírus que assola o país. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mergulhado na crise política criada por ele próprio, pouco faz ou fala sobre a pandemia.
O formato ideal, portanto, surge do individualismo. Em Mogi, feiras livres já receberam a liberação para voltar a atuar, mantendo o escoamento de produtos agrícolas. Ambulantes do ramo alimentício também receberam sinal verde para o retorno - regrado - de suas atividades. Em Suzano a situação se repete. Chaveiros, óticas, hotéis e similares, lojas de manutenção de bicicletas, produtos eletrônicos, entre outros, já podem abrir as portas e receber clientes - claro, respeitando uma série de regras impostas pelo Executivo municipal.
O mais importante durante este momento de reabertura parcial do comércio será quanto lojistas e clientes estarão dispostos a respeitar as recomendações sanitárias. O coronavírus ainda faz vítimas no país, cada vez mais, por sinal. A pandemia ainda assola o Brasil. Atualizações diárias dos números da doença evidenciam isso.
É hora de cada indivíduo assumir seu papel na sociedade e ter ciência do prejuízo humanitário que pode ser causado por atitudes irresponsáveis.