As novas ferramentas de comunicação, como Whatsapp, Facebok, entre outras, mudaram o paradigma das eleições no mundo todo, e a verdade é que a Justiça Eleitoral não está equipada para controlar a questão. É algo que parece ser incontrolável e de quase impossível monitoramento. Apoiado nesse tema, o PT joga suas últimas fichas atrás de uma reviravolta histórica nas urnas para eleger o candidato à Presidência, Fernando Haddad, ao invés do primeiro colocado com folga nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL). Isso porque, o último candidato vem sendo acusado de ter pago R$ 12 milhões a apoiadores para que divulguem notícias falsas contra Haddad nesta reta final de eleição. Mas, esta é uma luta política muito difícil de ser vencida pelo PT, porque não há provas de que houve abuso do poder econômico no caso denunciado.
Por isso, é completamente fora de propósito pensar em cassação à campanha de Bolsonaro, assim como a realização de novas eleições. Tem, sim, que haver investigação aprofundada, mas mesmo que seja provado o crime eleitoral, uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode levar anos para ser julgada. Além disso, sem provas contratuais ou gravação indicando que o candidato pagou por esse apoio, fica difícil pensar que o presidenciável do PSL será condenado por abuso de poder econômico e caixa 2.
É impossível impedir que um empresário adepto a Bolsonaro ou ao PT faça distribuição de conteúdo político no Whatsapp, uma vez que empresas e pessoas físicas têm permissão para tal, segundo a lei. O que não é permitido é que essa divulgação seja feita por meio de caixa 2 e doação, o que, até agora, não foi provado.
E mais, a denúncia aponta que os torpedos e notícias que teriam sido contratadas por Bolsonaro no valor de R$ 12 milhões seriam disparados na última semana da campanha, o que ainda não aconteceu e nem acontecerá, porque já houve a denúncia.
Pelo que tudo indica, para vencer as eleições, o PT terá que esquecer esse assunto e atacar outra vertente, afinal, o tempo é curto e não permite uma estratégia errada.