As diretrizes do "Plano São Paulo de Retomada Consciente" das atividades comerciais, surpreendeu prefeitos, foi pauta para discussões de especialistas em Saúde e dividiu a população.
Moradores da região se mostraram preocupados com a situação econômica dos pequenos comércios, mas, acima disso, extremamente cautelosos em retornar com as atividades rotineiras pelo iminente risco de contágio do novo coronavírus.
A mudança da situação da região não será alterada antes de quarta-feira, quando o governo estadual prometeu fazer uma nova reavaliação na classificação aplicada aos municípios do Alto Tietê. Por enquanto, qualquer comércio não essencial está proibido de funcionar, mas a flexibilização pode começar na primeira semana de junho..
Parte dos entrevistados pela reportagem se mostrou contrária à reabertura das atividades neste momento, principalmente pelo crescente número de casos e mortes nas últimas semanas. Alguns desses são contrários, inclusive, ao início da flexibilização na capital paulista, epicentro da doença.
Outras pessoas que foram ouvidas creem que, respeitadas diversas medidas de segurança, não há problema em reabrir determinados setores da economia, uma vez que há a necessidade eminente de comerciantes em retornar suas atividades.
O consenso ocorre quando os participantes foram questionados sobre dois aspectos relacionados à pandemia do coronavírus: o temor de sair de casa mesmo, que liberadas determinadas atividades, e a interferência política na tomada de decisões para controle do vírus. É unânime que, mesmo com a flexibilização, sair de casa é algo que ocorrerá somente para o essencial. Que na prática funcione assim também.