O último censo demográfico sobre os imigrantes japoneses residentes no Estado de São Paulo feito pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apontou que, de 1.164 imigrantes nascidos no Japão que vivem em Mogi das Cruzes, 132 trabalham no setor de agricultura, pecuária ou produção florestal. O estudo é realizado a cada dez anos e o mais recente data de 2010.
Segundo o levantamento, o maior segmento onde os imigrantes trabalham continua sendo o da agricultura, que se destaca na produção de hortifrutigranjeiros, sendo o maior produtor nacional de caqui, nêsperas e orquídeas. Em segundo lugar, fica o setor comercial, reparação de veículos automotores e motocicletas, com 68 imigrantes.
Os dados apontam que vieram para o município 570 homens e 594 mulheres para buscar novos horizontes. Dentro desses números, muitos imigrantes chegaram ao Brasil ainda criança e hoje estão na faixa dos 60 anos de idade. O estudo também aponta boa parte dos imigrantes conseguiu se estabelecer no município e alcançou uma residência fixa.
Atualmente, Mogi das Cruzes é uma das maiores cidades com descendentes nipônicos no Brasil e é o município do Alto Tietê que abriga o maior número de estrangeiros. Segundo o governo do Estado, no Brasil vivem mais de 2 milhões de japoneses e descendentes, o que representa a maior comunidade nikkei fora do Japão do mundo.