O diretor assistente da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, reforçou ontem que uma vacina para Covid-19 deve estar disponível no primeiro semestre de 2021. Ele disse que os avanços recentes reportados nos imunizantes desenvolvidos pelas farmacêuticas Pfizer em parceria com a BioNTech e na Sputnik V da Rússia são "boas notícias e trazem esperança". Barbosa alertou, porém, para o fato de que nenhuma vacina foi aprovada ainda, o que torna essencial manter as medidas de saúde pública para conter a disseminação do coronavírus.
Ao ser questionado sobre a autorização da Administração de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em ingês) para uso de emergência do medicamento Bamlanivimabe, da farmacêutica Eli Lilly, em pacientes recentemente diagnosticados com Covid-19, Barbosa pediu cautela.
Resultados preliminares de testes clínicos apontam que a vacina Sputnik V é 92% eficaz, de acordo com o fundo soberano russo em anúncio feito ontem.
A Pfizer e a BioNTech anunciaram ontem que fecharam um acordo para fornecer à União Europeia (UE) 200 milhões de doses de sua vacina experimental contra a Covid-19, com a opção de um pedido adicional de 100 milhões de doses, como havia sido antecipado no começo da semana. Na segunda-feira, as duas empresas disseram que a candidata à vacina vem apresentando eficácia superior a 90%. (E.C. com agências internacionais)