A Coalizão Pelo Evangelho, entidade religiosa que reúne líderes evangélicos de diversas partes do país, divulgou um manifesto intitulado "Pela Pacificação da Nação em Meio à Pandemia". No documento, critica a politização do momento atual, a mídia e o "endeusamento da ciência". "A mídia claramente não goza da credibilidade que outrora desfrutava. Testemunhamos nesses dias, até mesmo, a triste politização e endeusamento da ciência", afirmam os líderes evangélicos sobre o atual cenário de pandemia da Covid-19.
O manifesto é assinado por 17 líderes religiosos de diversos Estados brasileiros e de diferentes igrejas ou entidades evangélicas, entre elas: a Primeira Igreja Presbiteriana do Recife, a Convenção Batista Reformada do Brasil, Visão Nacional para a Consciência Cristão, da Paraíba e o Seminário Martin Bucer, de São José dos Campos (SP).
A entidade também mostra receio pelas consequências das ações de controle. "A estratégia de contenção de propagação do vírus impôs outro grande desafio, que são seus inevitáveis efeitos colaterais sociais, sendo o mais nítido a degradação da economia, que apenas começava a se recuperar após anos de estagnação".
Eles se preocupam também com questões psicológicas e morais nesse momento de quarentena, como "comprometimento na saúde mental de muitos brasileiros, no aumento da violência doméstica, do consumo de pornografia e no de perversões, tais como a pedofilia virtual ou intrafamiliar".
Também criticam o cenário político, devido às lutas ideológicos. Eles afirmam que isso "torna difícil para o brasileiro comum viver 'vida tranquila e mansa', em oração, como nos manda a Escritura".
Confira os líderes evangélicos que assinaram o manifesto: Augustus Nicodemus, Cleyton Gadelha, Davi Charles, Emílio Garofalo, Euder Faber, Franklin Ferreira, Hélder Cardin, Jonas Madureira, Leonardo Sahium, Luiz Sayão, Mauro Meister, Renato Vargens, Sillas Campos, Solano Portela, Tiago Santos, Valter Reggiani e Wilson Porte Jr..
Em outro trecho, os líderes evangélicos afiram que "antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito." (1 Timóteo 2.1-2).
"Nada há que seja capaz de impedir a igreja, o corpo de Cristo no Brasil, a colocar-se de joelhos a fim de "usar a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor de reis e de todos os que se acham investidos de autoridade". Desse modo, em vista do exposto, recomendamos que os crentes em Cristo Jesus individualmente e coletivamente com suas igrejas continuem orando pelo nosso país", finaliza o documento.