Aquela manhã de 13 de março, uma quarta-feira que tinha tudo para ser como qualquer outra, marcou a vida de todos aqueles que moram em Suzano, Mogi das Cruzes, Poá, Itaquá, São Paulo, Rio de Janeiro, enfim, de todo o Brasil e de alguns rincões do mundo que se importam com a vida humana.
Há um ano, dois jovens entraram pela porta da frente da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, e fizeram sete vítimas, mortas a tiros e a golpes de machado. Os alunos Caio Oliveira, de 15 anos, Claiton Antônio Barbosa, de 17, Douglas Murilo Celestino, de 16, Kaio Lucas da Costa Limeira, de 15, Samuel Melquíades Silva de Oliveira, de 16, e as funcionárias Marilena Ferreira Vieira Umezo, de 59, e Eliana Regina de Oliveira Xavier, de 38, foram as pessoas que perderam a vida no dentro da unidade de ensino.
Estávamos acostumados a ver esse tipo de situação ocorrer em locais distantes, como nos Estados Unidos, mas no Alto Tietê isso nunca havia ocorrido. Passados esses primeiros 12 meses, a dor dos parentes e amigos ainda é forte e nada indica que amenizará tão cedo, mas, apesar de toda tristeza oriunda desse episódio, o caso Raul Brasil, como ficou conhecido, se tornou um divisor de águas em relação à segurança nas escolas no país.
Com medo de que isso ocorra novamente, não somente as escolas estaduais, mas também as municipais, devem se preocupam mais com a segurança de funcionários e alunos. Muitas instituições já não permitem mais a entrada de pessoas durante o horário de aula. Essa é uma das medidas que as próprias escolas se dispuseram a tomar.
Em relação à escola Raul Brasil, uma completa reforma está sendo feita para que o cenário onde ocorreram as mortes possa ser amenizado, até a entrada para a unidade foi colocada em outra rua para em nada lembrar a antiga estrutura. Entretanto, essa é uma marca indelével nos corações e mentes daqueles que presenciaram a tragédia de um ano atrás. Com a Imprensa que cobriu a tragédia e toda sua repercussão posterior, como os jornais Mogi News e Dat, não é diferente. Por mais que seja preciso seguir em frente, nós nunca esqueceremos!