O cuidado com a alimentação é um tema cada vez mais atual e que desperta o interesse das pessoas. São muitas as modalidades que determinam a cultura alimentar dos brasileiros, e essa preocupação já chegou às crianças de Mogi das Cruzes. As escolas municipais já haviam atendido 119 alunos com as merendas especiais até março deste ano.
O projeto é da resolução 26 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e obriga que os cardápios das instituições de ensino atendam aos alunos com necessidades nutricionais específicas, como intolerância à lactose, alergia à proteína do leite de vaca (APLV), alergia a ovos, corantes e conservantes, dentre outros. Hoje em dia, não apenas alimentos básicos, como leite e soja, são diferenciados aos alunos com restrição alimentar, mas também produtos mais específicos, como pães, chocolates e até bolachas sem glúten. Além disso, a individualização do cardápio não se restringe apenas à intolerância, mas também à cultura alimentar de cada família. Se a criança não come carne em casa, por exemplo, também não deverá comer na escola.
Além dessas alergias, alunos com doenças renais, nefrótica, diabetes, colesterol, sobrepeso, anemia, hipercolesterolemia, refluxo gástrico e restrições não alérgicas, como o vegetarianismo e doenças metabólicas, também são atendidos, assim como aqueles que necessitam de dietas especiais.
A medida é importante e deve ser levada para as outras cidades da região, no entanto, se as crianças já estão aprendendo nas escolas a alimentação que deve ser ingerida por cada indivíduo, é normal que os demais segmentos da sociedade também se preocupem com tema. Se transformada em uma tendência, não será estranho se daqui a alguns anos os Recursos Humanos (RHs), pelo menos das grandes empresas, começarem a se preocupar mais com a alimentação de seus colaboradores. Independentemente dos hábitos alimentares de cada um, que também devem ser respeitados, a questão da intolerância a alguns produtos torna ainda mais necessário que se tenha uma atenção especial ao assunto.