O governo federal acaba de anunciar a liberação de percentuais para o saque de contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a partir de setembro. Quanto menor for o saldo, maior é o percentual de saque o que beneficiaria os trabalhadores mais pobres.
Saldo de até R$ 500 pode ser sacado 50% e, acima de R$ 20 mil, 5%, com sete faixas intermediárias e bônus. Além dessa, outras mudanças vão otimizar a utilização desse recurso. A medida é positiva, pois a correção do saldo do FGTS é péssima e hoje não repõe nem a inflação. Há promessa de melhora nesse rendimento ao trabalhador.
Com a possibilidade do saque antes da demissão sem justa causa, o empregado poderá usar o dinheiro que é seu ou aplicar em qualquer investimento que, por pior que seja, rende mais que o FGTS. O Fundo surgiu em 1966, em plena Ditadura Militar, para substituir a indenização por tempo de serviço ou "tempo de casa". Antes do FGTS, empregados com mais de dez anos na casa se tornavam estáveis. Se demitidos antes, recebiam um salário por ano de casa como indenização.
Embora opcional no início, o FGTS, na prática, tornou-se o regime obrigatório, ou era pelo novo regime ou não era contratado. Trata-se de uma poupança forçada do empregado, mas quem faz o depósito é o patrão, que todo mês deposita na Caixa Econômica Federal 8% da remuneração. Para sacar, só se aposentando; sendo demitido sem justa causa e ai leva mais 40% de multa; para comprar ou reformar a casa própria ou em caso de algumas doenças graves.
Com as mudanças, o dinheiro ficará mais disponível e estimulará o consumo. Agora, o saldo do Fundo também poderá ser dado em garantia de empréstimos o que reduzirá o risco e os juros da prestação da parcela. Já esse ano, em setembro, todos os empregados poderão sacar até
R$ 500 de suas contas ativas ou inativas. É um troco na praça e quem tem, deve sacar para quitar dívidas, investir ou torrar. É pouco, mas é seu.