Virou senso comum dizer que o que cai nos olhos dos outros é refresco. Isso é dito quando algo para um grupo não é importante, mas é indispensável para outro. Assim podemos definir o fim - ao menos momentâneo - das perícias realizadas no posto de Suzano do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). É importante ressaltar que o atendimento continua, porém, as perícias que antes eram realizadas na avenida Campos Salles, no centro, foram repassadas para Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba e Guarulhos. No total, segundo o próprio INSS, 1,4 mil pessoas foram distribuídas entre os três postos.
Dias antes, o INSS havia divulgado que a decisão de acabar com esse setor ocorreu após estudo gerencial da força de trabalho, distribuição da população e dos peritos, o que deve diminuir o tempo de espera para o atendimento. Bom, se essa medida irá afetar positivamente a melhora dos atendimentos nestes três postos, somente o tempo dirá, mas o fato que os moradores de Suzano foram atingidos de forma negativa com a decisão.
Na semana passada, a reportagem do Grupo Mogi News visitou a agência do INSS instalada em Mogi, localizada na rua Olegário Paiva, no Centro Cívico, e conversou com um morador de Suzano, recém-operado. De acordo com ele, o atendimento não foi ruim, mas ter que se deslocar a outra cidade e ficar um bom tempo apoiado na perna que havia sofrido uma cirurgia foi complicado. Não há necessidade nenhuma de infringir à população esse tipo de dificuldade. Se o INSS quer agilizar o atendimento, deve encontrar outros caminhos de fazê-lo, não submetendo os moradores de um município populoso como Suzano a pegar trem, ônibus intermunicipal ou automóvel para ir a outra cidade realizar perícia médica.
Um exemplo simples é imaginar que um morador de um dos pontos mais distantes de Suzano, como o bairro Paraíso do Sol, levaria cerca de 48 minutos, de carro, para chegar até o centro e realizar a perícia. Com a mudança, caso esse morador tenha que fazer o procedimento em Mogi, local mais próximo, ele levará cerca de uma hora e dez minutos para chegar. Não há razão para isso.