Quando o presidente Jair Bolsonaro (PSD) foi eleito, considerados o histórico político e cultural brasileiro, o posicionamento contrário tosco da oposição e os ataques escancarados da grande imprensa, não me restou dúvida de que a dificuldade de governar seria imensa, afinal, teríamos um presidente contra o establishment, mas este continuaria entranhado, sobretudo no poder.
Romper com ele é o mais difícil e, passados quase cinco meses de governo, observamos o alto nível de desgaste entre Executivo, Legislativo e Judiciário e o trancamento de tudo o que é bom para o país, proposto pelo Executivo, a ponto de um dos líderes políticos do chamado "centrão" ter confessado que este não se disporia a aprovar a reforma da previdência porque suas implicações garantiriam a reeleição de Bolsonaro.
A imprensa, por sua vez, aposta mais e mais, descaradamente, na desinformação, na exposição conveniente e distorcida de fatos, sempre avultando aspectos, aparentemente, negativos, gerados pelo governo. Desde jogos semânticos em títulos de reportagens para afligir o Executivo federal, passando por entrevistados convenientemente escolhidos para criticar e condenar com todos os níveis de abordagem, desde as mais polidas até as mais rudes, a fim de alcançar o maior espectro possível da população.
Qualquer palavra ou pequeno ato que possa ter a conotação de impróprio é destacado e elevado ao patamar de uma hecatombe que passa a ser repetida por parte da sociedade culturalmente contaminada e sem disposição de discernir antes de repetir. O que resta a quem depositou sua confiança no presidente, é continuar confiando, pois, de fato, nenhum indício há de que tenha rompido com os valores, princípios e propósitos que atraíram o conservador povo brasileiro em sua direção.
Nós, os homens comuns, sabemos que não lhe falta coragem e vontade para resolver, não só o problema econômico, mas também para resgatar a moral que foi sendo perdida com o passar do tempo.