O STF é protagonista de uma polêmica desnecessária, desgastante e que arranha sua imagem. Censurou matérias que mencionam o presidente da Corte, Dias Toffoli, supostamente envolvido em atos ilícitos durante o governo Lula. Tratando-se de matéria jornalística, em tese, fica assegurada a liberdade de expressão e de Imprensa. Essa liberdade é assegurada pela própria Constituição Federal, cujo guardião é o próprio STF.
O órgão máximo do poder Judiciário tem entre suas atribuições e a mais relevante delas, a garantia da Constituição Federal que agora parecer ter violado com a "censura" imposta a dois veículos de Imprensa. Como órgão máximo de um dos poderes da República, o STF e seus membros estão sujeitos a críticas, manifestações contrárias, sátiras e matérias jornalísticas que nem sempre agradam os seus integrantes. Com esses dissabores, os demais poderes da Republica convivem diuturnamente.
Executivo e Legislativo, e todos os seus membros, são dissecados continuamente. Todos os abusos, inverdades, calúnias, difamações e ofensas morais podem e deve ser questionadas no poder Judiciário. Membros do Executivo e Legislativo se socorrem do Judiciário que irá julgar se houve ou não abuso no direito de informação e se houve ou não ato ilícito a ser reprimido, tanto na esfera penal quanto na esfera cível. Mas, no caso que envolve o atual presidente da Suprema Corte brasileira, o próprio STF retirou do ar matérias "ofensivas" ao seu presidente, sem que haja, ao menos, em tese, o devido processo legal para tanto, o que caracterizaria, também em tese, um ato de censura.
O efeito, como era de se esperar em uma democracia, foi o inverso. Os referidos textos que poderiam passar despercebidos, foram replicados em redes sociais e muito mais leitores do que se esperava tomaram ciência dos fatos negativos, e quiçá criminosos, imputados ao atual presidente da Suprema Corte, quando ele ainda não ocupava o cargo. As matérias estão fora do ar. Censura?