Esse é o numero aproximando de desempregados no Brasil, segundo o IBGE. Em dois meses de novo governo, nenhuma medida econômica ou fiscal foi adotada para gerar um só novo emprego. Como já está muito mais que provado, a reforma Trabalhista, aprovada em 2017 e em vigor há mais de um ano, não alterou o quadro de desemprego. A reforma apenas tolheu direitos, não reativou a economia e não gerou empregos.
A reforma da Previdência segue a mesma linha, vai tirar direitos dos miseráveis, mas não impactará a casta do alto escalão governamental e militares, responsáveis pelo grosso do déficit previdenciário. A realidade do Brasil não é captada pelos radares do Palácio do Planalto, cujo mandatário e seus filhos vivem na bolha política, com altos salários e todas as regalias que os cargos lhes conferem.
O divórcio da realidade e a insensibilidade à miséria criam tipos como o Ministro da Educação, que teve a iluminada ideia de recomendar que alunos cantem o Hino Nacional, repitam o slogan de campanha do presidente, filmem e enviem ao ministério, sabe-se lá para que. Esse cidadão não tem noção da envergadura do cargo que ocupa. O que o brasileiro quer é dignidade, trabalho e meios honestos para sustentar a si e sua família, seja por meio de seu próprio negócio ou de um simples emprego.
Infelizmente o governo não anunciou ou adotou nenhuma medida de incentivo ao empreendedorismo, desburocratização, desoneração fiscal ou linhas de crédito aos pequenos empreendedores, capazes de gerar os 12,7 milhões de empregos que faltam.
Ninguém vive de fazer arminha com as mãos e repetir à exaustão que o PT quebrou o país. Tudo isso já sabemos e por isso o PT não é o governo. Compete ao presidente ditar um novo rumo, não brincando de marcha soldado, mas como ações governamentais concretas de estimulo à economia. Doria e Bolsonaro não conseguiram impedir o fechamento da fábrica da Ford, são mais 27 mil desempregados entre diretos e indiretos, é tudo o que não precisamos.