Vão-se os anos e a história da política nacional continua a mesma. No círculo do poder, se extrai o possível em favor dos seus interesses. Exemplo do que se diz, o MDB - com ou sem o P - desde os tempos da ditadura tem se empenhado em ser protagonista, mesmo que para isso abdicasse da filosofia que o notabilizou.
Expert na arte do equilíbrio, e movido por invejável sentido de sobrevivência, tem, costumeiramente, os pés em mais de uma canoa, aplaudindo e cortejando aqueles que lhes possam ser úteis. Trocam-se os governos, e tal qual "papagaios de piratas", depara-se com lideranças da agremiação aboletadas no Chefe do Executivo; ouvem-se ladainhas as mais desonestas, clamando em favor dos planos por ele elaborados, sejam quais forem!
Para ela, agremiação política, o que se disse no passado já não tem valor; a solidariedade jurada esvai-se como fumaça ao vento! De suma importância somente o "toma lá da cá"! E antes que se esbraveje contra o escriba, lembrem-se os amigos, do nefasto Renan Calheiros, fotografia colorida de tudo o que se pretende demonstrar!
Aquele mesmo que se escondeu atrás da saia da mulher, expondo-a como traída ante a mídia nacional; o que renunciou para não ser caçado, e mais tarde, mercê dos que vibravam com suas mazelas, voltou como Presidente do Senado Federal; o que se argolou em Lula, Dilma, e já buscava o apoio de Bolsonaro!
Não se precisa ir além. Representava, no auge de sua majestade o partido ao qual pertencia, merecendo as honras de seus caciques. Pois bem, Calheiros foi apeado. A pífia votação que mereceria na tentativa de reeleição, fez com que abandonasse o pleito!
Enganam-se quem previa a diminuição da sigla. Em contrapartida à derrota, foi brindada com três comissões de magna relevância no Senado: Constituição e Justiça; Comissão de Orçamento, e Comissão de Educação.
Em outras palavras: tudo continua como dantes no quartel de Abrantes!
Política nova? Me engana que eu gosto.