O plástico é o principal inimigo do meio ambiente, em especial os canudos feitos desse material. Por isso, como aconteceu no Rio de Janeiro, vereadores de Mogi das Cruzes, assim como da capital paulista, querem proibir o uso dos canudinhos tradicionais nos bares e restaurantes.
Quem mais sofre com o despejo desse tipo de plástico é a vida marinha, conforme verificado por várias Organizações Não Governamentais (ONGs), entre elas o Greenpeace. Vídeos feitos por estudiosos mostraram os estragos e danos causados nos oceanos. Esse tipo de material não é reciclável, leva séculos para se decompor e vem matando muitos animais que habitam os mares.
Já tem empresas produzindo o acessório para uso pessoal, de vidro ou inox. Resta saber se a população vai se acostumar ao novo método de levar na bolsa um "kit canudo". Difícil, mas a ideia não é de se jogar fora, se o resultado trouxer benefícios ao meio ambiente.
Os comerciantes, porém, terão alguns problemas para resolver. O primeiro deles, e talvez o mais complicado, é que o preço do canudo de papel chega a custar 30% a mais do que o de plástico, devido a baixa demanda do material. Esse problema, porém, poderá ser resolvido caso a procura aumente, o que deverá baixar o preço do canudo de papel. O segundo deles, como já houve casos no Rio de Janeiro - primeira capital do Brasil a banir de vez o canudo de plástico -, é a escolha do comerciante em simplesmente não utilizar canudo algum. Mas, como aconteceu em certos locais, isso gerou reclamação por parte dos consumidores, acostumados a utilizar o canudo.
O assunto é sério e tem que ser discutido. Mas há um problema ainda maior, caso a Prefeitura de Mogi das Cruzes sancione a lei: a fiscalização. Isso deve ser pensado antes de qualquer medida. Sabemos não há agentes suficientes para tomar conta de todos os estabelecimentos que utilizam canudos. Por isso, a participação da população será de fundamental importância, auxiliando o poder público e denunciando os estabelecimentos que descumprirem a lei. Difícil, mas não impossível.