A falta de professores é um dos problemas mais graves das redes estaduais de ensino do país. Em sessão da Câmara de Mogi, na terça-feira passada, o vereador Mauro Araújo (MDB) informou que foi procurado por um grupo de mães que tem seus filhos matriculados na escola Vereador Alcides Celestino, em Cezar de Souza, que reclamou sobre o assunto. Segundo as reclamantes, o 9° ano do Ensino Fundamental daquela escola, por exemplo, não teve nenhuma aula de Inglês durante todo ano letivo.
E esse quadro, obviamente não se restringe a Mogi das Cruzes, muito menos à escola em Cezar de Souza. Quando o assunto é aula de Inglês, então, o relaxo por parte das autoridades é ainda mais evidente. A importância dada ao idioma é irrisória, quando deveria ter o mesmo grau de importância de disciplinas como Matemática e Português.
A falta de recursos didáticos é o principal problema; e se o governo Federal não dá a devida importância ao assunto, não serão os alunos que o farão. Aí, chegamos na atual realidade - o desinteresse total e absoluto. Mas, como essas aulas podem não ser relevantes em um mundo tão globalizado? Chegamos ao ponto de ter casos de professores de outras áreas ensinando Inglês em sala de aula, sem sequer dominar o idioma. Associado à falta de preparo do professor, o número de horas/aulas, se comparado às demais disciplinas, é muito reduzido. Ou seja, temos professores e alunos ensinando e aprendendo, na "raça", uma disciplina de extrema importância para o futuro dos jovens. O que as escolas oferecem hoje são aulas "para inglês ver", mas que não ensinam quase nada.
Por isso, é louvável quando prefeituras geram esforços para minimizar essa situação, como o caso de Mogi das Cruzes, que criou o programa Mogilínguas, que oferece aulas de Inglês, Espanhol e Francês de forma on-line e gratuita.
A globalização deixou o mundo "menor" e mais conectado. E o número estrondoso de brasileiros que utiliza as redes sociais mostra como nosso povo gosta e necessita dessa conexão com o resto do mundo. Falta o governo Federal perceber a importância do tema. Ou o que falta é vontade?