No meio desse turbilhão de promessas políticas, os candidatos se digladiam na disputa pelo poder, usando a mentira como arma. Como em cerimônia dispendiosa de casamento de luxo em que mais se pensa na festa do que como o casal ser feliz depois, os eleitores, empolgados com a disputa democrática, elegem o seu escolhido, despreocupados de como será o futuro governo.
As promessas estão tão vulgarizadas que mesmo diante do altar os noivos não fazem mais promessas de fidelidade e, sim, declaração de amor, como acontece, hoje, no meio político pela mídia. Outros, desiludidos, não simpatizam com nenhum candidato e deixam de votar, no entanto, governados serão por quem for eleito.
Paulo inicia Romanos 13 recomendando que "todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas". Todo governo está sujeito à soberana vontade de Deus, o bem ou o mal não estão ocultos aos seus olhos e só acontecem quando Ele permite, mesmo que não Lhe agrade.
Deus usa o bem para premiar os justos e o mal para castigar os ímpios, e nem um milésimo de milímetro avança qualquer plano se Ele impedir, porque Ele é Senhor da terra e de todos os seus moradores. Quando votamos, temos esperança de ter um governo de justiça. Imagine quanto mais pela fé aguardamos a segunda volta de Cristo para estabelecer na terra o seu reino por mil anos.
Como será esse tão desejado reino? Um reino de paz e justiça temperado pelo amor. Amor sem justiça não é amor, e justiça sem amor é tirania. O chão da liberdade está limitado pelas estacas do amor que seguram as cordas da razão ligadas pela fé ao esteio central que é Cristo, assim montamos a tenda adequada para se viver feliz, chamada de LAR - L-iberdade, A-mor e R-azão. Dos lares regados por essas virtudes é que se forma o caráter de uma grande nação, e não apenas pelas urnas.