O crescimento do grupo de pessoas acima dos 40 anos de idade desperta a necessidade de refletir sobre mudanças na forma de encarar o envelhecimento desse público. Com o avanço nos recursos da medicina e a crescente preocupação com as condições de saúde, a tendência do aumento na estimativa de vida já é realidade. Programas da iniciativa privada e de organizações não governamentais têm sensibilizado a população e elevado o grau de conscientização em relação à qualidade de vida dos idosos.
Mais saudáveis, esse grupo estendeu a atividade não apenas para o campo esportivo, mas principalmente na área profissional. No entanto, o mercado de trabalho revela que ainda não há uma preocupação séria com essa tendência. De acordo com reportagem publicada ontem pelo Grupo Mogi News, somente em sete cidades do Alto Tietê, mais de 15 mil pessoas acima dos 40 anos de idade procuraram uma colocação profissional nos postos do Sistema Mais Emprego/Sine de 2017 para cá. No Estado, o volume de pessoas com essas características chega a mais de 420 mil.
O exemplo dado pela Câmara de Ferraz de Vasconcelos é louvável. O projeto de lei apresentado pelo vereador Claudio Ramos Moreira (PT), que prevê o incentivo fiscal com o abatimento de 2% no valor do Imposto Sobre Serviços (ISS) para as empresas que contratarem pessoas com mais de 45 anos. Na região, já há quem coloque como critério de seleção o fator idade, entretanto reserva as vagas disponíveis muitas vezes para subfunções ou serviços pouco atraentes, com salários mais baixos.
De imediato, as instituições devem definir melhor o perfil dessa população, atribuindo-lhe valores a partir da qualidade proveniente da experiência adquirida no tempo de serviço, a estabilidade inerente pelo amadurecimento profissional e também o comprometimento com o exercício das tarefas. Se as pessoas com mais idade já perderam a energia e os impulsos joviais da hiperatividade, não se pode desprezar o conhecimento conquistado após anos de trabalho e nem a história construída ao longo da existência.