O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que o governo federal vai comprar a vacina contra a Covid-19 após aprovação do Ministério da Saúde e certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Mas não ao preço que um caboclo aí quer", ressaltou anteontem em live em rede social, sem referir-se nominalmente o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).
"Nós vamos querer uma planilha de custos e, da minha parte - sei que não compete a mim isso aí - eu quero saber se esse país usou a vacina lá no seu país", acrescentou, em referência à China.
Bolsonaro e Doria têm protagonizado uma queda de braço em torno da imunização contra o novo coronavírus. No mês passado, Bolsonaro chegou a dizer à Rádio Jovem Pan que não compraria a Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, ligado ao governo estadual, em parceria com o laboratório chinês Sinovac, nem se houvesse o registro do produto pela Anvisa. Segundo o presidente, haveria desconfiança da população em relação ao imunizante chinês,.
Além disso, os testes da Coronovac chegaram a ser suspensos pela Anvisa após a morte de um voluntário. Segundo laudo do IML, a causa do óbito foi suicídio. Ainda assim, o líder do Planalto voltou a sugerir correlação entre o imunizante e o óbito do envolvido no estudo.
O presidente também voltou a se posicionar contra a obrigatoriedade da vacina. "No que depender de mim também, a vacina não será obrigatória". (E.C.)