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A noite de quinta-feira não foi boa em termos de classificação no Novo Basquete Brasil (NBB)/Caixa para o Mogi das Cruzes/Helbor. Jogando no Ginásio Wlamir Marques, em São Paulo, a equipe foi superada pelo Corinthians por 90 a 79. Mas o elenco, especialmente Shamell Stallworth, teve motivos para comemorar: o ala norte-americano chegou à marca histórica de 7 mil pontos anotados no NBB. Ele é o maior cestinha e o primeiro jogador a alcançar essa marca na competição.
Na partida, a equipe mogiana foi comandada por Cadum Guimarães e Alexandre Rios, já que o técnico Jorge Guerra e o assistente Danilo Padovani cumprem suspensão de seis meses pelo caso de doping de Shamell. O clube entrará com recurso para reverter o caso no Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJDAD).
O Corinthians estabeleceu a vantagem no primeiro tempo e se manteve à frente no placar durante toda a partida, vencendo os dois primeiros quartos por 20 a 16 (1º) e 23 a 16 (2º). Os dois últimos foram equilibrados e terminaram empatados em 24 a 24 (3º) e 23 a 23 (4º).
O nome mogiano da partida foi Shamell, com 24 pontos, cinco rebotes e quatro assistências. Também se destacaram o armador Arthur Pecos, com 17 pontos, seis assistências e cinco rebotes, o ala-pivô Luís Gruber, com 15 pontos e nove rebotes, e o pivô JP Batista, com 12 pontos. O cestinha da partida foi o ala Fuller, do Timão, com 27 pontos.
"O Corinthians começou bem, abriu uma vantagem e nós não conseguimos encostar no jogo. Superar um time que está na frente, jogando com personalidade, é preciso fazer um pouco a mais do que a gente fez. Falamos nos últimos dias de superação, de fazer um pouco mais, mas não conseguimos fazer isso. Já revertemos jogos até piores do que esse e hoje a gente não conseguiu", ressaltou Cadum Guimarães.
Para Shamell, a noite foi histórica pela marca, mas não teve o sabor especial por conta da derrota. "Para mim foi legal. Não era o jeito que eu gostaria de chegar aos 7 mil pontos, com derrota, mas é uma marca que nenhum jogador chegou no NBB. Quando você começa a carreira não pensa em coisas individuais. É um jogo coletivo, mas durante a carreira você vai quebrando recordes. Para mim é mais um, mas agora é continuar trabalhando", afirmou.
Apesar da derrota, o Mogi/Helbor continua na quarta posição, com 15 vitórias em 22 jogos. O próximo compromisso será dia 8 de março contra o Pinheiros, também fora de casa.
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