O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) rejeitou, ontem, no Rio, o pedido do Palmeiras para impugnar o jogo de volta da final do Campeonato Paulista. Por unanimidade, os auditores que julgaram o caso concluíram que o clube não apresentou provas de que houve interferência externa para que a arbitragem voltasse atrás na decisão inicial da marcação de um pênalti do volante Ralf sobre o atacante Dudu, no segundo tempo do confronto, no Allianz Parque, quando o Corinthians vencia o arquirrival por 1 a 0.
Naquela ocasião, a vitória no tempo normal levou a disputa do título às cobranças de penalidades, nas quais o time corintiano triunfou por 4 a 3 para ficar com a taça. Assim, o clube do Parque São Jorge continua mantido como o campeão estadual de 2018. A partida foi realizada em 8 de abril e a diretoria do Palmeiras argumenta que houve interferência externa.
Para tentar impugnar a final, o Palmeiras recorreu a vídeos, imagens e elaborou um documento com mais de cem páginas para reforçar a tese de que o árbitro voltou atrás na marcação do pênalti e assinalou escanteio após ser comunicado por pessoas que estavam fora do campo.
O Palmeiras até contratou uma empresa norte-americana especializada em inteligência, a Kroll, para ajudar a elaborar o material. O dossiê chegou a ser entregue ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) em São Paulo, mas o clube perdeu o caso porque o órgão entendeu que o material foi recebido depois do prazo de 48 horas após o apito final do jogo. Depois, porém, a diretoria recorreu ao STJD, que aceitou acatar a reclamação palmeirense e julgar o pedido de impugnação da final do Paulista. (E.C.)