Todos os casos recebem atenção dos profissionais da rede municipal, com o propósito de buscar as melhores alternativas para incluir os alunos especiais no processo de aprendizagem correspondente ao seu ciclo escolar. As atividades são diferenciadas, adaptadas à realidade do aluno, porém, ocorrem em sintonia com o conteúdo que está sendo trabalhado com toda a turma. Segundo especialistas, esta é uma forma de inclusão, permitindo que todos participem dos debates em sala de aula e atuem em conjunto. O rendimento dos alunos especiais não é o mesmo em comparação ao dos regulares, mas a evolução no aprendizado também ocorre, e de acordo com a limitação de cada criança.
Inicialmente, houve medo por parte dos pais e da equipe em inserir essas crianças no ensino regular. No entanto, segundo a secretária de Educação de Biritiba Mirim, Miriam Chida Lorca, destaca que este desafio foi superado com a formação de uma equipe integrada e que atua em prol de um atendimento que, de fato, inclua esse aluno em todo o processo educativo. "Temos em nossa rede profissionais responsáveis e que gostam de seu trabalho. Eles buscam especializações, e o nosso grupo do Núcleo de Apoio Integrado oferece suporte às escolas, orientando no trabalho junto aos alunos, professore e os familiares", enaltece.
A educadora destaca a importância do professor itinerante, que realiza o atendimento nas escolas, e direciona o trabalho a ser realizado pelo núcleo especializado. "O itinerante orienta quanto aos desafios para cada criança. Ele permite a integração entre os dois grupos envolvidos, o do ensino regular com do contraturno. O objetivo é que o aluno adquira autonomia, para que possa ser independente", apontou.