Quem vê hoje o Nilo Guimarães como ex-jogador, secretário de Esporte e Lazer de Mogi das Cruzes e uma das principais peças para a formação do time de basquete da cidade, não imagina que outra atividade também consome boa parte do seu tempo e dedicação.
Desde que parou de jogar profissionalmente, em 1995, o ex-atleta retornou à Mogi onde deu início a um dos seus principais desejos à época: a produção rural. Preocupado com o que ele chama de "destreinamento" - quando o atleta se vê próximo ao fim de sua carreira - Nilo viu a oportunidade de, junto a outros sócios, dar início à produção de cogumelos na forma mais artesanal, e participando de quase todos os processos.
"Quando parei, encontrei umas pessoas em Suzano e Poá e fizemos uma sociedade que está constituída até hoje. Mas era uma loucura porque meses antes eu estava numa quadra, logo depois estava num campo, às 7 horas da manhã colhendo cogumelos, uma outra conversa", contou.
Durante este período como produtor rural, Nilo conheceu muita gente do ramo e chegou a participar de feiras fora do país para se especializar ainda mais na área. Hoje, mesmo com a saída de dois de seus sócios, as atividades da produtora de cogumelos seguem ativas, mas em menor escala. Nos tempos áureos da produção, eles chegaram a produzir, em Suzano, três tipos diferentes de cogumelos: o shitaque, o champignon e o cogumelo do sol. Apesar da produção reduzida, um dos principais compradores dos cogumelos da empresa é do Japão, um dos motivos que mantêm os trabalhos.
"Eu tenho um grande apreço pela zonal rural e por toda essa cultura do cogumelo, me envolvi mesmo, conheço todo o processo. Não é só um hobby é emprego e dá trabalho", concluiu. (F.A.)