O suicídio ainda é tratado como tabu por muitas pessoas, mas, de acordo com Eduardo Guidolin, médico psiquiatra e diretor técnico do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) de Mogi das Cruzes, falar sobre o assunto é o melhor caminho para preveni-lo. O especialista ressalta que o apoio da família e de amigos é essencial no processo. Neste mês, o Caps AD realizará uma série de ações sobre o tema. Segundo Guidolin, os casos de suicídio não são raros em pacientes com dependência química.
"O mais perigoso são os casos silenciosos, em que o paciente pensa e planeja. Isso ocorre geralmente em quadros depressivos, mas temos ainda, aqueles que ocorrem em um momento de impulsividade. Essas situações, que surpreendem as famílias por não ter um motivo aparente, são, inclusive, as mais comuns em dependentes químicos, pois com a intoxicação, acabam tomando atitudes impulsivas", alertou.
Durante o mês, a unidade gerenciada pela Pró-Saúde, terá uma programação especial. Na quinta-feira, os pacientes apresentarão para as famílias os itens criados durante as oficinas terapêuticas. No dia 19, será feita uma ação para falar sobre a prevenção do suicídio. "No dia 27, teremos a apresentação do coral de pacientes, será um momento de celebração à vida", acrescentou Guidolin.