A Pró-Saúde, antiga gestora do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), informou ontem, em entrevista concedida ao Grupo Mogi News, que a Prefeitura de Mogi já reconhece, de forma documentada, uma parcela de R$ 3 milhões que deve ser repassada à entidade. O recurso, segundo a Pró-Saúde, será utilizado para pagar os funcionários, que já estão há mais de um mês sem receber suas rescisões contratuais. O documento foi apresentado ontem à reportagem.
Segundo coordenadores da Organização Social (OS), a dívida da prefeitura com a entidade, no valor de R$ 6.318.987,37, relativa ao contrato de gestão do HMMC, faz parte de uma série de cálculos que a instituição realizou referente aos atendimentos e alguns valores que foram retirados do próprio repasse mensal da prefeitura.
O gerente Corporativo Jurídico da entidade, Christopher Stears, explicou que o pedido do repasse é feito há tempos."Em novembro do ano passado, a Pró-Saúde já estava reforçando o pedido desses repasses, para que fosse feito um reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. Desde então, as possibilidades de diálogo com a prefeitura, infelizmente, vêm se deteriorando. Hoje nós estamos com muita dificuldade em tratar desta situação urgente para resolver a situação dos funcionários'', afirmou.
Segundo o gerente Corporativo de Controladoria, Rogério Andrade, a entidade tem ainda 90 dias para apresentar a prestação de contas final e, segundo reforçou o coordenador, a entidade não precisa apresentar o documento para que haja o repasse da prefeitura. A afirmação, contudo, contraria o que o Executivo afirmou durante esta semana, quando alegou que este balanço geral é de extrema importância para a análise do repasse.
*Texto supervisionado pelo editor.