Há quase quatro anos em funcionamento, a Delegacia da Mulher de Suzano registrou até julho 4.969 boletins de ocorrência (BO) de crimes contra a mulher. 
Somente no último ano (julho/2018 a julho de 2019), 1.680 queixas foram realizadas. Os números são 53% superiores à média de BOs registrados nos anos anteriores. "Isso mostra que as mulheres confiam na instituição e se sentem mais seguras para procurar ajuda e justiça. A Delegacia da Mulher de Suzano, que tem a Dra. Silmara Marcelino à frente, vem se consolidando como uma grande ferramenta de combate à violência doméstica e fico muito feliz em ter feito parte deste processo. Esta é a nossa contribuição com a Lei Maria da Penha", afirmou o deputado estadual Estevam Galvão (DEM), autor do projeto de lei que cria e instala o serviço na cidade.
O parlamentar elogiou o trabalho da delegada, que comanda a unidade desde o início do atendimento na cidade, em 10 de agosto de 2015. "Uma mulher forte, competente e que tem contribuído muito para salvar vidas", disse.
De acordo com os dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), Suzano registrou no último ano 451 casos de violência doméstica. A principal ocorrência continua sendo ameaça, considerada violência psicológica, sendo 543 casos no último ano. "O problema é mais grave do que imaginamos. São registrados mais de 140 ocorrências todos os meses na cidade. Quase 600 medidas protetivas são autorizadas por ano em Suzano para garantir a integridade física das denunciantes", apontou o deputado.
Os casos registrados de estupro são menores, mas também expressivos, sendo 74 no ano passado. Somente nos sete primeiros meses deste ano, já são 59 casos na cidade. Nos últimos 12 meses, 1.121 inquéritos policiais foram instaurados por ocorrências de crimes ligados à violência doméstica.
SALA ROSA
O espaço também oferece a Sala Rosa, sob coordenação da advogada Maria Margarida Mesquita, que atende as mulheres vítimas de violência doméstica e em parceria com a Guarda Civil Municipal (GCM), que realiza o patrulhamento da Lei Maria da Penha. "Temos uma longa história de trabalho e luta pela instalação da DDM. Iniciamos as tratativas em 1998, quando eu ainda era prefeito da cidade e criei uma sala dentro da Delegacia Central só para atender as mulheres vítimas de violência doméstica. A Maria Margarida participou de todo este processo e continua trabalhando ativamente na defesa das mulheres e da família", lembrou Galvão.