O número de apreensões de mercadorias vendidas de forma irregular por ambulantes na linha 11-Coral (Estudantes - Luz) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) registrou um aumento de 16% neste primeiro semestre de 2019. Os dados foram obtidos por meio da comparação com o mesmo período do ano passado. Para se ter uma ideia, entre janeiro e julho de 2019, os agentes da CPTM realizaram 4.642 apreensões com ambulantes. No mesmo período do ano passado, foram 4 mil ações contra os vendedores irregulares.
De acordo com a CPTM, as mercadorias mais comuns vendidas nos vagões são garrafas de água - que desponta entre os itens mais comuns nas apreensões - guloseimas de modo geral, fones de ouvidos, carregadores e pendrives.
Na Linha 12-Safira (Calmon Viana - Brás) as apreensões de mercadorias vendidas de forma irregular avançaram ainda mais. Nesta linha o levantamento aponta um acréscimo de 89% no primeiro semestre de 2019. Só este ano, a estatal impediu a circulação de 7.953 produtos irregulares dentro das composições. No mesmo período de 2018, foram 4.213 apreensões. Além dos itens mais comuns, já listados nas apreensões da linha 11, os ambulantes neste trecho da linha férrea costumam comercializar capas plásticas para documentos, carteiras, meias, tesouras, utensílios para celular, utensílios de cozinha e pomadas relaxante muscular.
Na sete linhas da CPTM, a companhia fez 36 mil apreensões de diversos itens que são comercializados no transporte. Segundo a estatal, esse número é a maior quantidade de apreensões, em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram realizadas 24,1 mil ações de retenção.
Em relação aos produtos apreendidos, no total foram 1,1 milhão de objetos que foram retirados de circulação. Segundo a própria companhia, é o maior número de apreensões de produtos comercializados em quatro anos, sendo 794 mil em 2016, 826 mil em 2017 e 952 mil em 2018. Ainda segundo a CPTM, no primeiro semestre de 2019 os seguranças confiscaram, em média, uma quantia de 30 itens por apreensão, sendo a menor média em quatro anos, já que em 2018 foram cerca de 39 itens por captura.
A companhia informou que as equipes de segurança realizam rondas diárias nos trens e em todas as estações e quando o vendedor é flagrado é feito uma abordagem para retirar o indivíduo do local e a mercadoria é apreendida e posteriormente doada para as prefeituras.
*Texto supervisionado pelo editor