O camisa 11 chegou a Mogi das Cruzes, como ele mesmo definiu, em um dia frio e cinza. Era julho de 2011. Vinha de Bauru com a esposa, Bianca Peral, e a filhinha, Ana Luisa Peral, na época com dois anos. O carro estava cheio de malas. Um deslocamento que o ala já havia feito outras vezes. Cada cidade uma história. "Só conhecia Mogi de vir jogar aqui quando estava em outros clubes. Então, lembro bem da estrada e depois a chegada ao ginásio. Só isso. Quando cheguei aqui tracei um plano. A intenção era a de ficar três anos e eu já estou há oito. E não pretendo mais me mudar daqui", explica.
Foram anos de glória defendendo as cores de Mogi. Neste ano, o amor pela cidade só aumentou. "O que me fez gostar de Mogi foi justamente isso, este acolhimento do povo. Fiz amigos importantes aqui. Tem quatro pessoas que são especiais que eu conheci aqui em Mogi, um deles é o Gustavinho, que veio para Mogi comigo e é um amigo de infância. Considero muito meu amigo também o Thomas, o Pedro, que jogou três anos no Mogi e hoje trabalhava como engenheiro na Suzano e o Gibão, que era roupeiro do time. Ele se tornou um irmão", explica.
Durante o bate-papo, Filipin foi questionado sobre quantos pontos acredita ter marcado em prol do Mogi. Em uma conta rápida, o ala diz que, com certeza, já ultrapassou a marca dos cinco mil pontos. "Isso só em Mogi, mas se colocar na conta desde o início da minha vida profissional no basquete, que começou em 2000, posso garantir que já fiz cerca de oito mil pontos", diz, sorrindo e orgulhoso pelo feito.