A antiga gestora do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), a Pró-Saúde, afirmou ontem que está aguardando uma nova reunião com a prefeitura para resolver os assuntos dos ex-funcionários da instituição, que já estão há mais de um mês sem receber suas rescisões.
A entidade explicou que está movendo todos os esforços para resolver definitivamente a situação dos colaboradores e, segundo afirmou, até houve uma proposta em reunião realizada entre as partes, com a presença do Sindicato dos Enfermeiros, de solucionar o problema em etapas, priorizando o pagamento de gestantes, idosos e trabalhadores afastados, mas a prefeitura recuou. "A Pró-Saúde já se colocou à disposição do município para resolver o impasse, solicitando agendamento de reuniões, no entanto, até o momento, não houve nenhuma resposta em prol dos funcionários'', disse, em nota.
Sobre a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), realizada na sessão do dia 4 de junho, de que a organização social precisa devolver R$ 2 milhões à prefeitura devido a irregularidades em sua prestação de contas de 2016, a instituição afirmou que é um procedimento padrão feito pelo TCE e que já está sendo resolvido. "A Pró-Saúde informa que o apontamento do TCE, que tramita ainda em primeira instância, está sendo discutido. A Pró-Saúde, inclusive, apresentou recursos que comprovam a regularidade das prestações de contas que ainda serão avaliadas pelo órgão'', afirmou a entidade.
A Pró-Saúde também ressaltou que a prefeitura continua com uma dívida com a entidade, no valor de R$ 6.318.987,37, relativa ao contrato de gestão do HMMC, sendo compreendido um pagamento por serviços realizados acima da meta contratual.
*Texto supervisionado pelo editor.