Das cidades mais populosas do Alto Tietê - Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá -, a única que apresentou números negativos na comparação entre contratações e demissões no primeiro semestre deste ano foi Mogi, onde foram fechados 1.281 postos de trabalho. Foram 19.083 novos contratos firmados e 20.364 demissões. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, em Brasília.
Os números negativos ficam ainda evidentes se comparados com os dados do primeiro semestre de 2018, quando a cidade ficou bem situada na geração de empregos, com 1.586 novas vagas (19.111 contratações e 17.525 demissões na oportunidade).
Com exceção de fevereiro, todos os meses deste primeiro semestre terminaram com saldo negativo na geração de empregos. Mesmo quando o número de contratações superou o de demissões, Mogi terminou com apenas 128 novos postos de trabalho. Em janeiro, o pior resultado, fechamento de 419 postos, e, mais recentemente, em junho, fechamento de 297 oportunidades de emprego, sendo contratados 2.797 funcionários e demitidos 3.094.
Os municípios de Suzano e Poá foram os que mais criaram postos de trabalho dentre as cidades do Alto Tietê no primeiro semestre do ano. Em comparação com os números do ano passado, as duas cidades também aparecem como destaques para 2019, já que Suzano abriu 1.342 novas vagas de emprego neste ano e 844 no ano passado. Poá, que tinha fechado o primeiro semestre de 2018 com saldo negativo, com o fechamento de 16 postos de trabalho, melhorou ao longo dos meses de 2019 e fechou com saldo positivo: criação de 999 novos empregos.
Itaquá e Ferraz - apesar da timidez dos números - também terminaram o semestre com saldo positivo na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram criados 421 postos de trabalho em Itaquá, com 7.870 contratações e 7.449 demissões.Já em Ferraz, apesar dos números positivos, houve redução na geração de emprego se comparado com os seis primeiros meses de 2018. Registrou-se 62 novas vagas para trabalhar, número bem inferior (477%) à geração de emprego do ano passado, quando se observou 358 novos postos.
* Texto supervisionado pelo editor.