A greve geral dos trabalhadores prevista para amanhã vai reunir diversos sindicatos nacionais que têm o intuito de protestar contra a reforma trabalhista e à favor de melhorias na Educação do país. Em Mogi das Cruzes, haverá um ato de mobilização no Largo do Rosário, às 9 horas, que vai reunir os manifestantes em protesto.
De acordo com informações da coordenadora do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Inês Paz, todos irão seguir juntos até o prédio do INSS. A coordenadora se posicionou sobre o ato e afirmou que a luta permanece decisiva. "Nós precisamos lutar pelos direitos humanos e pela democracia. A paralisação vai servir como um grande marco de imposição contra o desmonte da Previdência", explicou a coordenadora.
O município de Suzano também contará com o ato de encontro dos manifestantes em razão da greve geral, na praça dos Expedicionários, às 9 horas. Posteriormente, todos seguirão até a praça João Pessoa. A prefeitura afirmou, em nota, que a paralisação também é pela busca de mais empregos. "Em Suzano, a greve já conta com adesão da Apeoesp, com os Servidores Públicos Municipais, Metalúrgicos, Construtores Civis, Papeleiros, Químicos e Vidreiros, além da Central Pró-Moradia Suzanense (Cemos), entre outros", esclareceu.
Concentração
É importante relembrar que a maior concentração de manifestantes será às 16 horas, no vão do Masp, na avenida Paulista, e todos os que aderiram aos protestos estarão presentes no local.
Segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), ao menos 33 colégios particulares de São Paulo vão ter as atividades suspensas ou interrompidas parcialmente amanhã em adesão à greve geral no país contra a reforma da Previdência. Em assembleia, professores e estudantes dessas unidades aprovaram a participação na paralisação.
"Entendemos que o papel social desta escola ultrapassa os muros da nossa instituição, assim, nos vemos mobilizados a defender a Educação em contextos mais amplos, de forma política, democrática e suprapartidária", diz carta enviada pelos professores do colégio Equipe, em Higienópolis, no centro da capital.
Além de protestar contra a proposta da reforma da Previdência, os professores também incluíram na pauta críticas à política de Educação do governo Jair Bolsonaro (PSL), como o bloqueio orçamentário, corte nas bolsas de pós-graduação e ataques às universidades federais.
* Texto supervisionado pelo editor.