O Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC) recebeu ontem mais um protesto de funcionários da empresa Pró-Saúde, gestora do local até terça-feira passada. Os manifestantes se encontraram na Unidade Clínica Laboratorial (Unica), ao lado do HMMC.
A reportagem chegou ao local às 11 horas e encontrou diversas pessoas organizando uma manifestação, com o objetivo de ter mais informações sobre rescisão de contrato e pagamento de salários. O HMMC começou ontem a ser gerido pela Fundação ABC, no entanto, a responsabilidade dos pagamentos aos funcionários ainda é da antiga gestora, a Pró-Saúde. Segundo o grupo de manifestantes, a empresa não teria verba suficiente para pagar todas as rescisões dos funcionários após o início do contrato da nova gestora.
Muitos reclamaram também sobre a falta da baixa na carta assinada, que possibilitaria os funcionários a procurarem outros empregos. Um ex-funcionário que não quis se identificar explicou que a situação é complicada e falta informação. "Eu já encontrei outro emprego fora do Hospital Municipal e não consigo trabalhar lá, pois a Pró-Saúde não deu baixa na minha Carteira de Trabalho e não me deu nenhuma previsão de quando fará isso'', lamentou.
Nenhum funcionário quis se identificar, no entanto, todos estão na mesma situação: sem um prazo de recebimento das rescisões e sem uma data de baixa na carteira.
Segundo informações apuradas pelo Mogi News, um grupo de pessoas que trabalha na empresa como "Jovem Aprendiz" esteve no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) para explicar os problemas que estavam passando com a troca da gestão. Na ocasião, os alunos explicaram que foram orientados a não irem mais ao hospital, mas que poderiam dar continuidade ao curso ligado ao CIEE, no entanto, segundo eles, sem receber o vale-transporte, até a continuidade dessa atividade fica inviável. 
A Pró-Saúde explicou em nota que está aguardando um posicionamento da Prefeitura de Mogi das Cruzes sobre os profissionais que continuarão exercendo suas atividades no hospital mesmo com sob nova direção, e que as verbas rescisórias serão asseguradas e pagas na medida em que os repasses forem realizados pelo município.
A prefeitura informou que os pagamentos à Pró-Saúde estão rigorosamente em dia. A Organização, no entanto, protocolou requerimento solicitando o ressarcimento de outras despesas e glosas efetuadas ao longo do contrato. Tal requerimento encontra-se em análise nas Secretarias de Saúde e de Assuntos Jurídicos.
*Texto supervisionado pelo editor.