A Mogi Passes, empresa que controla o passe escolar em Mogi das Cruzes, anunciou ontem que 7 mil pessoas já fizeram o cadastro ou recadastro online do passe escolar. Segundo a empresa, o ideal seria se o número estivesse entre 16 mil e 18 mil pessoas. Por conta da baixa procura, a data final para a entrega dos documentos foi prorrogada para o dia 31 de julho.
A empresa afirmou que o prazo foi prorrogado para dar mais oportunidade à população mogiana se cadastrar ou se recadastrar no sistema online que já vinha sendo proposto desde o começo do ano. Caso os usuários não efetuem seus cadastros online dentro do prazo estipulado, a pessoa poderá ter seu benefício suspenso até a nova fase de recadastramento.
No mês passado, os professores foram surpreendidos por um bloqueio do passe escolar, que também era fornecido aos educadores do município. Na época, diversos docentes de escolas estaduais, municipais e particulares ficaram impossibilitados de trabalhar por falta do benefício.
A empresa Mogi Passes havia esclarecido que, desde o início de abril, estava sendo feito o recadastramento de todos os usuários da tarifa-estudante e que tinham bloqueado o benefício. Segundo ela, o serviço era uma cortesia oferecida pela empresa aos profissionais da Educação, não estando prevista em contrato.
A Prefeitura de Mogi das Cruzes havia declarado na época que não concordava com a suspensão, sem comunicação prévia, do passe escolar para professores e que considerava a suspensão uma falha da empresa.
O prefeito Marcus Melo (PSDB) havia solicitado ao secretário de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, que a situação precisava ser resolvida, pois não era justo com os professores cortar o benefício deles, ainda mais sem aviso prévio. Na época, o impasse surgiu devido às dificuldades de negociação. O secretário Almeida estava envolvido, ao mesmo tempo, com discussões sobre a renovação do contrato de concessão do transporte coletivo e com a empresa de passes escolares.
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de Mogi das Cruzes, por sua vez, também esteve presente em reuniões com o secretário de Transportes e sua equipe para demonstrar a indignação dos professores com a situação.
Após a repercussão negativa, a empresa recuou na decisão que prejudicava os professores e voltou a oferecer o serviço aos docentes no final do mês de maio.
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