Após investigações da Polícia Civil de Suzano, um homem de 41 anos foi preso, ontem, por supostamente, ter vendido a arma utilizada pelos atiradores para cometer o atentado ocorrido em 13 de março na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano. Na ocasião, dez pessoas morreram, inclusive os autores do ataque. A polícia está convicta que, por intermédio de um dos suspeitos presos em 11 de abril, o indiciado teria fornecido aos autores dos assassinatos a arma e as munições utilizadas no crime.
O suspeito, que na tarde de ontem foi ouvido na Delegacia Central, teve sua prisão decretada em caráter temporário, por 30 dias. Segundo a polícia, ele foi preso na casa onde mora, no bairro Jardim Casa Branca, e em nenhum momento durante a ação dos agentes da lei, ofereceu resistência.
Com esta prisão, sobe para quatro o número de suspeitos detidos com possível envolvimento no ataque, entre eles, um menor de 17 anos que está apreendido em uma unidade da Fundação Casa há aproximadamente 40 dias, e outros dois homens que teriam relação na venda ou negociação da arma e munições.
Em relação a este adolescente que está apreendido, o prazo de 45 dias que o jovem ficaria à disposição da Justiça, acaba no começo deste mês. Porém, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), alega que o processo corre em segredo de Justiça e, por isso, não está autorizada a informar à Imprensa sobre a possível liberação, ou apreensão definitiva do menor.
Redes sociais
Desde o começo das investigações, a polícia deixou claro que as redes sociais dos jovens que cometeram o crime na Raul Brasil seriam analisadas,com o propósito de encontrar possíveis cúmplices, seja em maior ou menor grau, e de fato é o que está acontecendo. De acordo com informações divulgadas há cerca de um mês pelo delegado seccional de Mogi das Cruzes, Jair Barbosa Ortiz, pelo delegado titular de Suzano, Alexandre Dias e pelo promotor de Justiça, Rafael do Val, perfis falsos no Facebook levaram a polícia ao encontro dos três suspeitos presos no dia 11 do mês passado. Na oportunidade, também foi decretada prisão temporária de 30 dias para o trio.
*Texto supervisionado pelo editor.