A frota dos veículos de transporte por aplicativo, especialmente a da plataforma Uber, deve diminuir hoje em 30%, por conta da adesão a uma campanha mundial que visa combater a defasagem da porcentagem repassada aos motoristas por suas corridas. Estima-se que, no Brasil, nos últimos cinco anos, a empresa não tenha atualizado esses valores o que gerou descontentamento dos motoristas. A data foi escolhida por ser um dia especial para a Uber, que hoje deixa de ser uma startup e passa a ser uma empresa de capital aberto. Com essa mobilização, os motoristas querem chamar a atenção e causar prejuízos financeiros à marca.
O que irritou os prestadores de serviço de transporte por aplicativo e gerou o movimento no Brasil foi o fato da empresa não os ter recebido quando foram à sua sede em São Paulo, na semana passada, protestando contra a defasagem nos repasses. Então, o que seria uma conversa, tomou proporções maiores e hoje a paralisação será sentida em praticamente todos os Estados brasileiros. A empresa alegou que pelo excesso de pessoas presentes no local houve confusão e não concordou com a situação.
A estimativa da redução da frota é do presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo (Amarati), Maicon Silva, que disse que a entidade é contra a "bateção de panela" mas que concorda veementemente com os motoristas que optarem em desligar o aplicativo hoje. "Nós apoiamos, é um direito que os motoristas tem em reivindicar uma melhora nestas tarifas", pontuou Silva. O responsável pela associação lembrou ainda que o preço da gasolina está em constante aumento assim como o valor da manutenção dos veículos. "Mesmo com esses aumentos, as tarifas que as empresas estão pagando aos motoristas estão muito baixas", concluiu. (F.A.)