O programa de acolhimento familiar temporário de crianças e adolescentes, denominado Família Acolhedora, foi aprovado ontem pela Câmara de Mogi das Cruzes. A proposta 123/18 é de autoria do Executivo e prevê atender, além de crianças, jovens de 18 a 21 anos, com o objetivo de criar um convívio de ambiente familiar, algo que, por algum motivo, foi privada da família de origem.
Apesar de o projeto ter sido aprovado somente ontem, desde o dia 14 de abril o programa está recebendo o cadastro de famílias interessadas em participar. Para se candidatar, é preciso atender alguns pré-requisitos, como residir em Mogi das Cruzes, ter mais de 21 anos, não estar no Cadastro Nacional de Adoção e não ter antecedentes criminais. "Essa é uma iniciativa de extrema importância para nossa cidade, sabemos da problemática das crianças em situação de risco e em situação de vulnerabilidade. São aquelas crianças que estão em famílias desagregadas e começam a sofrer algum tipo de violência, tendo os direitos fundamentais desrespeitados", disse o vereador Iduigues Martins (PT).
Por meio do programa, as crianças e adolescentes terão o vínculo familiar fortalecido, já que ficarão por tempo determinado com alguma família que se cadastrou no programa. De acordo com o vereador Martins, as casas de acolhimento do município já não suportam mais a demanda, por isso a importância do programa. "Infelizmente Mogi já não tem mais vagas para acolher as crianças e dentro dessa preocupação eu apresentei um projeto com esse nome, mas agora estamos aprovando como autoria do prefeito. É uma iniciativa muito interessante que ocorre em várias cidades do país", explicou.
Para o vereador Carlos Evaristo (PSD), a iniciativa é promissora. "Quando discutimos esse projeto com a Secretaria de Assistência Social pensamos na questão do custo e o quanto isso geraria para o município, mas o mais interessante de tudo é que a pessoa que recebe a criança na casa não tem a obrigatoriedade de ficar com a guarda dela, apenas dá o status de família e, em algum momento, o juiz vai decidir o destino dessas crianças e jovens", destacou.