A presidente da associação Os Anjos de Realengo, Adriana Silveira, se reuniu na tarde de ontem com a ex-deputada federal Iolanda Keiko Ota (PSB), para levar mensagens de paz e conscientização aos alunos da Escola Estadual Professor Raul Brasil, de Suzano, por meio de uma palestra. O evento, no entanto, não foi aberto à Imprensa.
Adriana é mãe de Luiza Paula, uma das vítimas do massacre ocorrido no dia 7 de abril de 2011, na escola Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro. No episódio, um ex-aluno, de 23 anos, disparou contra estudantes, matando 12 deles com idade entre 13 e 16 anos.
Ela deixou claro que a missão do encontro é a união. "Nós queremos que nossas crianças não desistam de estudar e de fazer o bem. Para isso, é necessário a solidariedade e companheirismo de todas as famílias", explicou.
Keiko Ota também enfrentou uma grande tragédia, quando perdeu seu filho, de 8 anos, Ives Ota, em agosto de 1997. O garoto foi morto por dois criminosos depois de ser sequestrado e também teve o corpo ocultado. "Um dos meus planejamentos com a Adriana é levar uma proposta para implantar novas medidas de prevenção, como a atuação de psicólogos nas escolas. Também iremos propor o mesmo planejamento ao Ministério da Educação (MEC)", revelou. Por enquanto, ainda não há datas para que as propostas sejam entregues ao Estado.
Antes do encontro com os alunos e professores, ambas estiveram presentes em um café da manhã na casa do presidente da ONG Sciences, Emerson de Paula, para planejar junto com ele o projeto Paz, Sim; Violência, Não. "Vou dar início à minha nova ação social no final deste ano, na qual farei palestras de incentivo à paz e também entregarei folhetos para a população com o intuito de prevenir a violência", disse.
Raul Brasil
Recentemente, o atentado na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, ocorrido no dia 13 de março deste ano, completou dois meses. O crime deixou dez mortos, incluindo os dois autores do crime, e 11 feridos. Algumas universidades e o Centro de Assistência Psicossocial (Caps) de Suzano têm oferecido atendimento psicológico às famílias e alunos que foram atingidos pelo massacre.
* Texto supervisionado pelo editor.