A situação envolvendo o prédio da Santa Casa de Suzano nos últimos dias, que pode ser levado a leilão em 2 de julho, não afetará o atendimento do Pronto-Socorro (PS) adulto do município, conforme esclareceu ontem o Executivo à reportagem. Apesar de o local ser anexo ao prédio da Santa Casa, "são imóveis distintos", complementou a administração municipal.
Diariamente, o PS atende, em média, mil pessoas que são de Suzano e de outras cidades do Alto Tietê e Grande São Paulo. A prefeitura informou que o PS "não passará por nenhum tipo de interferência ou mudanças em seu horário de funcionamento". Ainda nesta semana, o departamento Jurídico da Santa Casa, entrou com recurso no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para barrar a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que anunciou nesta semana o leilão do prédio, no valor de R$ 20 milhões.
A possibilidade de leilão deixou os vereadores suzanenses surpresos e gerou um amplo debate em plenário. Para a presidente da Casa, a vereadora Gerice Lione (PR), o fechamento da Santa Casa de Suzano não é esperado pelos parlamentares, e que, durante conversa com o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR), recebeu a informação de que o prédio não será desativado. "Falei com o prefeito e ele disse que o prédio da Santa Casa não vai fechar, o que é nossa maior preocupação. Inclusive, alguns vereadores levaram o assunto ao plenário", explicou.
Um dos assuntos levantados em plenário foi a criação de uma "lava-jato" da Santa Casa, conforme sugeriu o vereador Jaime Siunte (PTB). Questionada sobre a criação de uma força-tarefa para investigar a situação, Gerice destacou que já há na Casa um grupo de acompanhamento dos trabalhos da entidade. "No mesmo dia que ficamos sabendo do leilão, o grupo foi até a Santa Casa para saber o que estava acontecendo. Acredito que agora eles vão ficar em cima dessa questão". Já o vereador Denis Claudio da Silva (DEM), presidente do grupo de acompanhamento da Santa Casa, frisou que acompanhará o caso. "No dia em que estivemos na Santa Casa foi uma coincidência de ter sido divulgada a questão do leilão, mas vamos acompanhar e cobrar o que for necessário". A reportagem tentou contato com Siunte, mas não obteve retorno.
O vereador Joaquim Rosa (PR), vice-presidente da câmara, explicou que o Legislativo não pode fazer nada pela situação, mas lembrou de que o departamento Jurídico da entidade já entrou com um recurso e os parlamentares vão acompanhar o decorrer do processo. "Por hora, a câmara não pode fazer nada, mas o Jurídico já entrou com providências, a prefeitura está tentando resolver e isso é um problema da irmandade", finalizou.