Nesta Sexta-Feira Santa, as paróquias São Maximiliano Kolbe e Nossa Senhora Aparecida e São Roque, realizarão, às 19 horas, a tradicional encenação da paixão e morte de Jesus Cristo. É a primeira vez, depois de 14 anos, que as igrejas se unirão para realizar o teatro da Paixão.
Desde 1994, agentes de pastoral e fieis da Paróquia de Braz Cubas (que incluía, na época, a comunidade São Maximilano Kolbe) encenam a Paixão e Morte de Nosso Senhor. Este ano comemora-se o Jubileu de Prata do teatro da Paixão, que sempre tem como base do seu texto os temas da Campanha da Fraternidade.
Por meio de pesquisas históricas, teológicas e da doutrina da Igreja Católica, as montagens possuem visões diferentes sobre o mesmo tema: criação do mundo pela Santíssima Trindade, descida de Jesus ao inferno, escrita do Evangelho de São Marcos, guerras dos índios Tamoios. Este são alguns dos temas usados nos textos aos longos destes 25 anos.
Este ano, como o tema da Campanha da Fraternidade é Políticas Públicas, com o lema "Serás libertado pelo direito e pela justiça", a montagem aborda este assunto. A eterna luta entre o bem e o mau, apresenta a escolha, pelo inimigo, de Pilatos e Caifás, como os artífices principais da propensa vitória sobre Jesus Cristo. O tentador age como uma eminência parda, aconselhando as forças políticas e religiosas da época, para que o plano de Deus não seja cumprido: salvar a humanidade e destruir a morte.
Com um elenco de 80 atores em cena, a equipe de produção acredita que esta montagem, uma miscigenação entre a poesia, a dança, as artes plásticas e o talento dos jovens, servirá como base para profundas reflexões, pois reúne, num só texto, o tradicional, o escatológico e a crítica social.