Há pouco mais de um mês e meio os chamados trens Expresso Leste estão circulando nas estações que compreendem a Linha 11 - Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), ou seja, os que passam por Mogi das Cruzes, Suzano, Poá e Ferraz de Vasconcelos. No entanto, o funcionamento das locomotivas que saem da Estação Estudantes com destino à Estação Luz, em São Paulo, sem a necessidade de baldeação em Guaianazes, é apenas entre as 9 e 15 horas e durante os finais de semana, não atendendo os passageiros que enfrentam os horários considerados de pico, com o maior fluxo de pessoas.
Ainda não há data fixa para que os trens do Expresso Leste circulem em todo o horário comercial, como divulgado pelo secretário de Estado de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, durante a primeira partida oficial do expresso no início de fevereiro deste ano. Mas, segundo ele, é preciso estender o funcionamento para beneficiar os usuários de trens durante a semana. "Eu trabalho em São Paulo, então pego o trem todos os dias, mas não consigo utilizar o expresso porque ele não atende no horário que preciso. De vez em quando eu consigo pegar o trem sem a baldeação, mas de qualquer forma, podiam estender para todos os horários, iria ajudar a economizar tempo", explicou o pintor residencial Sérgio Rodrigues de Souza, de 64 anos.
Para o autônomo Icaro Husith, 29, a não necessidade em realizar a trocar de trens em Guaianazes é um ponto importante, pois "chegamos bem mais rápido nos locais". "Hoje (ontem) foi a primeira vez que eu peguei o trem sem essa baldeação e achei muito bom porque não precisa fazer aquele processo chato para trocar de trem, fora que chegamos muitos rápido nas estações de destino", disse. A opinião também é compartilhada pela aposentada Sara Conceição Paula de Oliveira, 65, que destacou a questão da economia de tempo. "Sem a baldeação economizamos muito tempo, é ótimo".
No entanto, o trem Expresso Leste não agradou alguns passageiros, como é o caso da estudante Sabrina Borges, 19, que já chegou a ter uma bolsa danificada por não conseguir desembarcar do vagão. "Sinceramente, eu não gostei, porque quando chega em Guaianazes o trem fica muito cheio e é horrível para desembarcar. Se tivesse a baldeação, pelo menos haveria um fluxo de pessoas e uma demanda para as duas plataformas de lá. Por experiência própria, uma vez o trem estava tão lotado que eu não consegui desembarcar e minha bolsa acabou estourando", revelou.