Nem um caso tão próximo de violência, como o que ocorreu na Escola Estadual Professor Raul Brasil, na quarta-feira passada, consegue criar um censo comum sobre a legalização da posse de arma. Exemplo disso são as opiniões divergentes de moradores de Suzano, onde ocorreu o trágico episódio.
Para o suzanense José Luiz da Conceição, de 62 anos, que defende "um país sem armas", o Brasil não pode deixar eventos como esse serem frequentes.  "Essa flexibilização (do porte de armas de fogo) está errada. É preciso investir em segurança, não em armas. Com a população armada, a violência não vai diminuir". 
Para Valquiria Maria do Santos, de 41 anos, mãe de uma das alunas da escola, o país precisa rever políticas públicas voltadas para a segurança, mas sem armas. "Não acho que essa flexibilização vai ajudar em alguma coisa. Talvez se tivesse alguém com arma na escola (quarta-feira passada, na Raul Brasil), poderia ter sido até pior"
Lara Carvalho, de 27 anos, diz que, "A nova flexibilização é fundamental para prosseguir com o decreto. Mas isso não melhoraria a segurança no país. No caso da escola Raul Brasil, se tivesse alguém armado, com certeza a situação poderia ser muito pior"
Já Varonil Amorim, de 59 anos, disse que mudanças devem ser feitas o quanto antes. "Acho que com o novo decreto, o país vai mudar para melhor. Se tivesse pelo menos um vigilantes armado no local (escola Raul Brasil) a situação seria diferente. As escolas precisam de pessoas mais qualificadas para fazer a segurança e mais fiscalização. Infelizmente, o governo não investe nisso", apontou. (N.T.)