O projeto Mogi Mais Ecotietê, que trará investimentos nas áreas de saneamento básico, mobilidade e desenvolvimento urbano, e socioambiental, promete beneficiar a população da região leste de Mogi com aumento na qualidade de vida. Com isso, a reportagem foi até o distrito de Cezar de Souza e ouviu alguns moradores. A população aprovou a iniciativa, mas apontou outras áreas que ainda precisam de atenção na região do distrito de Cezar de Souza.
A aposentada Juliana Mansini, de 59 anos, acredita que a região demorou para receber um projeto de melhorias. “Já deveria ter feito, fazem um monte de loteamento e não pensaram antes nesses pontos que o projeto possui. Vamos esperar para ver se será feito”, questionou. A moradora cobra ainda atenção na área da saúde. “No mês de agosto o prefeito anunciou que faria a Unica em Cézar de Souza; quando será entregue? Precisamos de uma atenção na saúde porque o distrito é grande. Tiraram o atendimento de 24 horas do posto de saúde e sobrecarregam a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sem dizer que desativaram o serviço de Raio-X no posto de saúde, ou seja, dinheiro jogado fora”, desabafou, ressaltando que a UPA possui um ótimo atendimento e que sua sugestão é de que, apenas, o posto de saúde volte a funcionar 24 horas.

Um dos pontos do projeto é investir na mobilidade urbana, e isso beneficiará a região com a redução do trânsito. A moradora do distrito de Cezar de Souza Maria de Fátima Furtado, de 65 anos, autônoma, acredita que além de diminuir o fluxo do trânsito, é preciso instalar semáforos na avenida Francisco Rodrigues Filho. “É muito complicado para os idosos atravessarem por conta do trânsito intenso. O que a gente precisa realmente aqui é de um semáforo nas faixas”, sugeriu. “A gente já presenciou aqui, um ou dois, idosos que foram atropelados atravessando a faixa de pedestre”, relembrou.

Sobre o distrito ganhar um potencial turístico por conta dos parques que serão construídos na rua Antônio de Almeida e na avenida Francisco Rodrigues Filho, além da ampliação do Parque Centenário, Maria de Fátima não aprovou a mudança de característica do bairro, na qual mora há 25 anos. “O distrito já tem um trânsito caótico e se isso acontecer mesmo o trânsito vai aumentar. Esse projeto terá que ser algo bem estudado para que esses possíveis problemas possam ser resolvidos nos momentos adequados”, argumentou.

Já o assistente jurídico, Caio Felin, 24, acredita ser importante que o distrito tenha essa nova característica. “O turismo é uma forma de trazer o lazer e o fomento da cultura para a região, além de ajudar a despertar o interesse de investidores da área. Isso ajuda a desenvolver cada vez mais o distrito e acaba beneficiando o comércio local”, contrapôs. (N.F.)