O pedido para o reajuste na tarifa do transporte público em Mogi das Cruzes, solicitado pelas empresas de transporte coletivo em operação na cidade (CS Brasil e Princesa do Norte) já está sendo analisado pelos técnicos da Secretaria de Transportes. O percentual de aumento reivindicado ainda não foi definido, situação que se repete em diversas cidades do Alto Tietê.
Não contente com o impasse, o vereador Diego de Amorim Martins (MDB), o Diegão, realizou uma pesquisa com os moradores para saber quais são as principais reclamações sobre o transporte público. Foram ouvidas 200 pessoas pelo parlamentar, por meio da Internet e nas ruas de Mogi. Destas, 98% disseram que utilizam o transporte público e 50,2% responderam que a linha de ônibus utilizada costuma atrasar.
Na pesquisa, as principais reclamações foram sobre a dupla função do motorista, o alto valor da tarifa e os constantes atrasos nas linhas. Destas, duas estão interligadas, de acordo com o vereador. "O atraso é devido a dupla função do motorista, que além de dirigir tem que cobrar", argumentou. O parlamentar contou que a ideia de fazer a pesquisa é porque muitas pessoas o procuraram reclamando especificamente do atraso nas linhas. "Os moradores me procuraram e pediram para que eu interviesse e, por conta disso, resolvi fazer uma pesquisa geral", contou.
O emedebista avaliou o resultado da pesquisa em dois sentidos. "O ponto positivo é que tenho a voz do povo na pesquisa para levar até o prefeito. O negativo é pelo serviço precário prestado à população, confirmado na pesquisa", concluiu. O estudo realizado pelo vereador Diegão já está nas mãos do prefeito Marcus Melo (PSDB).
O parlamentar revelou ainda que é totalmente contra o aumento da tarifa. "Até porque, no ano passado, eu votei pela isenção do ISS até 2021. A prefeitura disse que seria feita a manutenção dos preços ou, até mesmo, a redução. Foi dito que não teria o aumento", relembrou.
A melhoria dos serviços também foi um dos pontos citados pelos mogianos ouvidos na pesquisa. Entre os itens apontados estão a falta de conforto nos ônibus, a falta de educação dos motoristas e o funcionamento de serviços como, por exemplo, o WiFi. "Além desses pontos, conversando com os moradores, fiquei sabendo que os motoristas não têm troco. Um dos maiores motivos do não cumprimento do horário é porque o motorista perde muito tempo na dupla função. Isso não tem cabimento, tem motorista pedindo afastamento por conta do alto estresse", comentou o vereador Diegão. (N.F.*)
* Texto supervisionado pelo editor.