A priorização do transporte coletivo foi defendida na 69° reunião do Fórum Paulista de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana. O evento, realizado em Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, tem o objetivo de reunir representantes de várias cidades paulistas para discutir experiências e ações que podem ser implantadas nos municípios. Durante o evento, a possibilidade da extinção ou incorporação do Ministério das Cidades foi criticada.
Serão dois dias em que técnicos de diversas cidades trarão experiências que podem ser aproveitadas por Mogi. Inácio Bento de Morais Júnior, secretário nacional da Mobilidade Urbana (Semob), órgão do Ministério das Cidades, ressaltou que a priorização do transporte público é uma das políticas públicas adotadas pela pasta. "Os municípios acima de 250 mil habitantes que procuram o ministério para captar recursos têm que aplicá-los necessariamente no transporte coletivo, porque entendemos que não há outra saída para as cidades médias e grandes brasileiras. O sistema viário, por mais que acrescente avenidas e faça o alargamento, em pouco tempo estará saturado", ressaltou.
Para a presidente do fórum, Raquel Chini, o evento é uma possibilidade para os técnicos do setor discutirem ações que deram certo ou não. "Esse fórum aproxima o órgão público, que é onde sofremos com as demandas de documentos, com os técnicos para facilitar a saída dos documentos, projetos e a busca de recursos", acrescentou.
O prefeito mogiano, Marcus Melo (PSDB), afirmou que a cidade precisa trabalhar em conjunto com os governos estadual e federal para trazer recursos. "Mogi é uma cidade de quase 500 mil habitantes que cresceu muito nos últimos anos. Melhorar o sistema viário é um desafio nos dias de hoje. Temos que trabalhar para que as cidades possam estar integradas. Quando um município termina, já começa outro, muitas pessoas vêm de outras cidades para trabalhar. É preciso entender o crescimento da cidade e as necessidades do transporte coletivo e da população", avaliou.
O secretário municipal de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, disse que a cidade investe no transporte público. Uma das ações foi a criação de faixas preferências de ônibus e estudo para a criação de faixas exclusivas. "O objetivo é valorizar o transporte coletivo de Mogi, que recebe mensalmente quase 3 milhões de pessoas. Nosso plano de mobilidade, que foi aprovado recentemente, é um exemplo para outras cidades. Nossos projetos e ações levam em observância o documento", destacou.