A população da região, atualmente estimada em aproximadamente 1,6 milhão de pessoas, deve chegar a 1,8 milhão em 2040. A estimativa é da Fundação Seade, vinculada à Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado de São Paulo. Os dados foram divulgados ontem e projetam um crescimento médio de 17,6% para as cidades do Alto Tietê. Com destaque para Arujá, onde o número de habitantes deve aumentar 25%. 
Segundo o Sistema Seade de Projeções Populacionais, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba devem se manter como as mais populosas do Alto Tietê, embora o crescimento estimado para a primeira seja maior. Enquanto o número de mogianos deve subir de 423.912 neste ano para 492.687 em 2040, ou seja, um incremento de 16,2%, em Itaquá é esperado um aumento de 22%. A cidade deve chegar a 439.949 habitantes, enquanto este ano totalizará 360.462. O menor crescimento da região é esperado para as cidades de Santa Isabel e Poá, em torno de 10%.
O estudo indica que a população do Estado deve começar a diminuir por volta de 2040, com a redução do número de nascimentos, o aumento de óbitos devido ao processo de envelhecimento, e a estabilização da migração. A estimativa é que a expectativa de vida que, em 2016 era de 75,8 anos, alcance 81,7 anos nos próximos 22 anos.
O processo de envelhecimento da população fica ainda mais evidente quando se avalia o crescimento superior a 100% na maioria das cidades do Alto Tietê da população na faixa etária acima dos 60 anos, no comparativo entre 2018 e 2040. Em toda a região, o número de idosos deve subir de 182.854 pessoas para 402.848, ou seja, um aumento de 120% em pouco mais de duas décadas.
O maior número de idosos é estimado em Mogi, superando a população de muitas cidades da região, com mais de cem mil habitantes com mais de 60 anos. Em Itaquaquecetuba, o aumento será o maior da região. Neste ano, são previstos 33.075 idosos, número que deve saltar para 86.820, o que representa uma alta de 162,4%.