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Segundo o engenheiro civil e diretor regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon), Celso Giuseppe, o distrato do cliente com o contrato de compra de imóvel foi um dos pontos mais notáveis para os profissionais do mercado imobiliário nessa período de crise econômica e politica enfrentada no país. Isso ocorre quando há queda de emprego e os consumidores ficam receosos na hora de se comprometerem com uma dívida longa e acabam desistindo da aquisição, desfazendo a compra com a construtora. "Como você assume um compromisso com o banco se não sabe se terá emprego amanhã?", disse Giuseppe, explicando que a cláusula de destrato faz com que a construtora devolva 50% do valor já pago até o momento da desistência do cliente.
O delegado do Creci explicou que de 20% a 30% dos imóveis em estoque das construtoras vêm de clientes que compraram, mas pelo fato de não conseguirem continuar com o pagamento, acabaram devolvendo. "Esses imóveis estão com o valor de mercado de três anos atrás, por não ser lançamento. Hoje, se o cliente tiver R$ 50 mil para dar de entrada (no mês de novembro) consegue comprar um imóvel de R$ 230 mil por R$ 190 mil", expôs, dizendo ainda que algumas construtoras têm estimado o valor de R$ 30 milhões em imóveis no estoque em Mogi.
O engenheiro Giuseppe ainda acrescentou que o poder público também deve terminar as inúmeras obras inacabadas. Só no programa Minha Casa, Minha Vida há mais de 40 mil imóveis com obras paradas pelo país. (N.F.)
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