Na véspera do segundo turno das eleições, Mogi das Cruzes teve atos pró-candidatos ao governo do Estado e pequenos movimentos apartidários a favor dos presidenciáveis. Aos apoiadores do candidato ao Palácio dos Bandeirantes João Doria (PSDB), foi realizado, na praça Oswaldo Cruz, o ato "Bolsodoria". Já os filiados ao candidato a governador Márcio França (PSB) desfilaram pela região central e se encontraram, ao fim do ato, na praça Largo do Bom Jesus. Pelas ruas também ocorreram manifestações pelos candidatos à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
Apesar do discurso de ódio na esfera nacional, em Mogi o cenário foi diferente, e os atos ocorreram de forma pacífica. No entanto, a menos de um dia para a escolha dos líderes estaduais e nacional, poucas pessoas aderiram aos atos. No movimento em apoio ao peessedebista Doria, na Oswaldo Cruz, compareceram durante a manhã de sábado, segundo os organizadores, 400 pessoas. Diversas carreatas saíram de vários pontos da cidade para participar do movimento, que durou uma hora.
A professora Maria Sousa de Lima, de 39 anos, apoia Doria para governador de São Paulo e contou que espera que o candidato, caso eleito, invista na educação. "Pelo visão que ele tem, e por ser administrador, espero que ele faça a mudança necessária e de maneira eficiente para a educação; principalmente com um olhar humano", opinou. Já o mecânico de manutenção Damazio da Silva Oliveira, 50, espera que Doria aplique medidas no governo estadual para trazer melhorias de emprego. "Fiquei desempregado durante três anos, e não é fácil. Espero que ele invista na saúde também, pois vemos quanto as pessoas sofrem nos prontos socorros", destacou. O mecânico ainda opinou sobre os atos realizados em favor dos candidatos, que, para ele, não afeta a opinião pública. "Cada pessoa tem seu posicionamento, não acredito que isso vai fazer alguém mudar de ideia", afirmou.
Os apoiadores de França desfilaram pelo centro comercial de Mogi gritando "40", solicitando, para quem passasse, o voto ao candidato. A organização do movimento estimou que cerca de 100 pessoas participaram do ato. A estudante de gestão pública e secretária do Partido Renova Jovem, Aline Alves, também apoia Márcio França e contou que acredita na eleição dele. "Em poucos meses em que está no governo de São Paulo já trouxe recursos para a Santa Casa de Mogi", disse. A estudante, ao ser questionada pela reportagem se essa medida não seria apenas uma estratégia política, reafirmou que o candidato merece a credibilidade. "Não só agora, durante a campanha eleitoral, mas creio que ele vai continuar com as medidas durante o mandato dele. Em São Vicente (litoral sul de São Paulo), onde Márcio França foi prefeito - há dez anos -, ele obteve 93% de aprovação", argumentou.
O comerciante Ezequiel Cassimiro, 53, acredita que França mostrou competência durante a vida pública. "Diferente do outro candidato. Como comerciante, espero que ele ajude os microempreendedores; estou apostando nas propostas dele e por isso acredito na virada", declarou.
Outros pequenos atos a favor dos presidenciáveis também foram realizados. Alguns apoiadores do Bolsonaro escolheram o mesmo local do ato pró-França. "Não estamos aqui pelos candidatos ao governo, mas sim pelo Bolsonaro. Não acreditamos que seja uma afronta à oposição. Isso é democracia e estamos aqui pacificamente", esclareceu o empresário Claudio Mello, 41. Para ele, o povo brasileiro precisa voltar a viver sem medo e com mais segurança. "O cidadão sai de casa com medo, por isso acredito que ele (Bolsonaro) vai trazer segurança para o país", se posicionou. No local, também haviam algumas pessoas apoiando o candidato Fernando Haddad com bandeiras e camisas do Partido dos Trabalhadores. (Texto supervisionado pelo editor)