As famílias que vivem em uma área de invasão, localizada no bairro Jardim Monte Cristo, em Suzano, deverão deixar o local, informou o secretário de Planejamento Urbano e Habitação, Elvis Vieira, em entrevista à reportagem na tarde de ontem. O terreno onde as famílias estão assentadas é considerado uma "área de congelamento", ou seja, as construções que já foram feitas permanecem de pé, mas qualquer outro imóvel que for erguido será demolido, como ocorreu na última quinta-feira. O local é uma continuação da rua Sete de Setembro e será usado para receber a unidade da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Suzano. Ainda não há uma data prevista para a saída das famílias.
O catador de material reciclável, Marcos Antonio dos Santos, de 41 anos, é uma das pessoas que mora no terreno. Ele contou que funcionários da prefeitura estiveram no local na semana passada. "Veio uma equipe e derrubou dois barracos que havia aqui", contou. A autônoma Márcia Gomes, 42, também falou sobre a demolição. "No dia que eu estava lá eles derrubaram os barracos vazios, mas eu não moro lá, só estava ajudando o pessoal. Minha filha e meu ex-marido moram lá, não vieram com proposta de aluguel, todo mundo está com medo", concluiu.
De acordo com o secretário, essa é a terceira vez que ocorre a invasão e as cerca de 150 famílias que moram no local são cadastradas, ou seja, a invasão é considerada uma "área de congelamento" e qualquer outro imóvel for instalado será retirado. "Na verdade foram demolidos três barracos e estamos acompanhando. Foi feito o cadastramento e a selagem da área, ou seja, cadastramos as famílias e colocamos um número naquela construção", ressaltou. Os barracos demolidos estavam vazios e não faziam parte do cadastramento, por isso ação ocorreu. "Aquela área era fruto de mineração, não é a toa que tem lá tem a lagoa, e aquele setor sofreu várias invasões", contou Vieira.
A administração municipal conversa com os moradores para encontrar as melhores soluções. O secretário pontuou que há famílias que se enquadram dentro de programas de transferência de moradias, mas há outras que não. "Cada caso é um caso. A secretaria realiza continuamente reuniões com os moradores e é sempre bom lembrar que há riscos nessas áreas irregulares, por contaminação,
por exemplo", finalizou.