O setor industrial do Alto Tietê registrou saldo negativo de emprego no mês de agosto. Após sete meses consecutivos de alta, a variação no último mês ficou em -0,37%, o que significou uma queda de aproximadamente 250 postos de trabalho, revela pesquisa divulgada ontem pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
Apesar da quebra do ciclo de crescimento, a região acumula um saldo no ano de 6,45%, o que corresponde à abertura de aproximadamente 4 mil postos de emprego e mantém a segunda colocação no ranking entre as 35 principais regiões industriais do Estado de São Paulo.
Nos últimos 12 meses, o acumulado é de 7,23%, ou seja, 4,45 mil vagas de trabalho foram criadas nas oito cidades que integram o Ciesp Alto Tietê: Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.
"Em dezembro do ano passado, também tivemos um saldo negativo, que interrompeu meses consecutivos de geração de empregos. A nossa expectativa é de que o resultado de agosto também seja isolado e o Alto Tietê recupere rapidamente a curva de crescimento, apesar dos fatores contrários gerados pela incerteza na política e na economia", avaliou José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp Alto Tietê.
O resultado registrado em agosto no nível de emprego industrial foi influenciado, no Alto Tietê, pelas variações negativas de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-6,20%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,43%); produtos de madeira (-0,84%); produtos químicos (-0,48%) e produtos têxteis (-0,20%). Os setores de metalurgia (2,86%), veículos automotores e autopeças (1,37%) e produtos de minerais não-metálicos (1,22%) apresentaram saldo positivo. A média registrada no Estado no período também foi negativa: -0,11%.